3 virtudes que você deve ensinar aos seus filhos para que eles sejam felizes

Há 3 virtudes que você deve ensinar e servir de base para o caminho de busca e alcance da felicidade de seus filhos: fortaleza, prudência e temperança. Uma vida permeada pelas virtudes pode ser considerada uma vida feliz. É evidente que, para que isso se torne objetivo, o conceito de felicidade precisa ser claro e ligado à liberdade interior, ao amor e ao serviço ao próximo. Embora a intenção aqui não seja definir “felicidade”, o dicionário vai trazer algo relacionado a contentamento e “estado de consciência plenamente satisfeita”.

O ponto é que, quando se trata dos nossos filhos, é quase unânime que queiramos que sejam felizes. No entanto, como é possível – por meio das virtudes – que isso aconteça?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que – sim! – a vida de virtudes, e o cultivo delas, é um caminho para a educação de pessoas felizes e contentes. Essa felicidade não terá, necessariamente, como condição a ausência dos problemas, dos sofrimentos e dos infortúnios que são inerentes à vida humana.

Se queremos educar filhos felizes, responsáveis, e que sirvam às pessoas,  é preciso dar uma atenção especial ao cultivo das virtudes. Dentro de cada família, de acordo com o contexto, a idade e o estilo pessoal dos membros, inúmeras são as possibilidades de identificar qual seria a mais importante. 

A prudência

Embora seja uma virtude que implica necessariamente uma certa capacidade de elaborar conceitos, analisar, refletir e ponderar – características que não fazem parte da realidade de crianças pequenas –, a virtude da prudência é aquela que vai orientar tanto os pais quanto os filhos no momento de identificar o bem, o correto a se fazer, a decisão certa a ser tomada. Se os seus filhos são pequenos, essa virtude deverá ser praticada sobretudo pelos adultos à sua volta para que, à medida em que crescem, tenham condições de aprender e enxergar a vivência desta virtude.

David Isaacs, no livro “A educação das virtudes humanas e sua avaliação”, explica que, ao contrário da prudência, a imprudência – que inclui a precipitação, a desconsideração e a inconstância – está muito relacionada com a falta de domínio sobre si, sobre os próprios pensamentos e ansiedades. Segundo o autor,  “A imprudência pode levar os pais a prejulgar seus filhos ou a classificá-los sem se dar conta de que a pessoa é dinâmica e muda um pouco todos os dias. […] Haverá pais que insistirão cegamente para que seus filhos aprendam o mesmo ofício que eles”, escreve.

A temperança

A temperança está ligada a outras virtudes, tais como: pudor, sobriedade, respeito, simplicidade, amizade… Esta virtude oferece à pessoa a possibilidade de viver a vida de modo consciente, desperto para as coisas que fazem sentido à sua existência, sem sucumbir às ansiedades que podem retirá-la do “momento presente”.

Assim como está relacionada a tantas outras virtudes importantes, a temperança coloca o indivíduo no lugar certo, de modo reconciliado, sóbrio, íntegro.

Para os pais, é muito importante não apenas buscar viver como estimular esta virtude na vida dos filhos. Primeiramente, com a própria vida, buscando permear as próprias escolhas, o trato mútuo entre os membros da família, a relação com o trabalho, com a comida, com o consumo dos bens e, principalmente, no relacionamento com os filhos.

A virtude da temperança também pode ser explicada aos filhos nas ocasiões ordinárias da vida familiar, diante dos conflitos e das ações corretivas que os pais precisam exercer para com as crianças.

A fortaleza

Uma vez que se conhece e se abraça o bem, há que se ter força de vontade – e uma vontade bem educada! – para não abrir mão do que é precioso, importante. A virtude da fortaleza é tão importante porque, sem ela, dificilmente uma criança – e um adulto! – será capaz de adquirir um bom hábito.

Neste ponto, os pais precisam ter atenção ao temperamento do filho, às disposições e preferências. Levar as crianças sob a “lei do menor esforço” é um grande erro e não as ajuda a forjar a vontade e a inteligência na virtude da fortaleza. Desde pequenos gestos como ensinar a guardar os brinquedos, esforçar-se para deixar a letra bonita nas atividades de caligrafia, terminar as atividades que começam, ao estímulo nas atividades esportivas.

O esporte é, sem dúvida, um excelente ambiente para o desenvolvimento da fortaleza. A busca pela superação dos próprios limites pode e deve ser canalizada para o bem e para os valores ligados ao serviço ao próximo e à disciplina.

Prudência, temperança e fortaleza podem ser um bom caminho para ajudar os filhos a desenvolverem suas competências emocionais e afetivas e, assim, serem felizes. A felicidade, por sua vez, está bem próxima à capacidade de se viver escolhendo o que é bom, agindo com leveza e integridade e superando a tudo que desponta como desafio.

O mais importante, no entanto, é reconhecer que estas são apenas três de uma gama de virtudes que podem ser conhecidas e postas em prática no ambiente familiar.

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