filho na creche

A decisão de deixar o filho aos cuidados de outra pessoa para voltar ao trabalho pode ser uma das mais difíceis para as mães. Muitas se questionam: afinal, qual a melhor idade para colocar o filho na creche?

A resposta para esta pergunta é, na verdade, muito pessoal. Muitas mães acreditam que no primeiro ano de vida do filho elas precisam se dedicar exclusivamente a ele, e com isso deixam para voltar ao trabalho depois que o bebê completa 12 meses.

Contudo, a realidade financeira e profissional de muitas famílias exige que a mãe retorne ao trabalho logo após os 120 dias da licença maternidade, pois, muitas vezes, sua renda é necessária para o sustento da casa.

Seja aos 4 meses ou no tempo em que se julgar necessário, a melhor idade para colocar o filho na creche é aquela em que a mãe se sente segura para isso. O que a mãe precisa se perguntar é: Estou pronta para deixar meu filho aos cuidados de outras pessoas?

O que devo observar na hora de fazer minha escolha?

O primeiro passo é procurar por uma escolinha cujo ambiente seja agradável. Visite todas as creches de seu bairro. Algumas mães optam por colocar o filho numa creche próximo ao seu trabalho, pois essa proximidade lhes causa confiança. O importante é que o ambiente escolar seja propício para que a criança tenha contato com a natureza, possa brincar ao ar livre e interagir com os coleguinhas.

Verifique se o cronograma de atividades é variado. É desejável que a criança tenha contato com a música – ouvir música e dançar, ajuda na coordenação motora – , e a literatura – a contação de histórias desperta o imaginário das crianças, estimula a criatividade e auxilia o desenvolvimento intelectual.

Outro ponto importante é observar a higiene do local, o cuidado e a limpeza dos brinquedos – crianças costumam pôr tudo o que pegam na boca, por isso é necessário que os brinquedos sejam esterilizados com frequência. Veja se a creche têm condições de passar essas informações para você periodicamente.

A alimentação é, também, um fator muito importante para a saúde do seu filho. Procure saber se o alimento é preparado no local – faça questão de visitar a cozinha, ou se é feito por uma empresa terceirizada – neste caso procure informações sobre o prestador de serviço.Peça para a escola o cardápio do mês, assim você saberá se a alimentação é variada e saudável. Não esqueça de informar para a instituição se o seu filho possui alguma restrição alimentar e saber como eles agem nesta situação. Caso ele ainda seja alimentado com o leito materno, verifique se a creche oferece o armazenamento adequado.

Fique atento também ao número de crianças por sala e quantos educadores ficam em cada turminha. Um documento do Conselho Nacional de Educação estabelece que é necessário ter “uma professora ou um professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos; uma professora ou um professor para cada 15 crianças de 3 anos; uma professora ou um professor para cada 20 crianças acima de 4 anos” (CNE nº 28/1998).

Será que meu filho está preparado para ficar longe de mim?

É muito importante que os pais passem confiança aos filhos neste processo. Demonstrar tristeza ao deixá-lo na creche o deixará triste também e pode confundi-lo. Por outro lado, se despedir da criança com um sorriso, transmitirá a ela que aquele local pode ser agradável. Se a criança já tiver de 1 a 3 anos, a mãe pode lhe explicar que vai deixá-la na escolinha para que ela possa brincar com outras crianças e que mais tarde voltará para buscá-la. Saber o que está acontecendo pode deixar seu filho mais confiante e seguro.

Para facilitar este processo, as creches adotam o chamado “período de adaptação”. Cada uma determina como será este processo e a sua progressão, mas, no geral, consiste em levar a criança para a creche aos poucos. Por exemplo, no primeiro dia por uma ou duas horas, no segundo dia por meio-período. Desta forma, pouco a pouco a criança se acostuma com o novo ambiente, com seus cuidadores e com seus coleguinhas. A adaptação também é importante para ajudar a mãe a se acostumar a ficar longe do seu filho. Uma separação aos poucos pode ser menos dolorosa. Do contrário, pode ser traumática tanto para a mãe quanto para o seu pequeno.

No início pode ser mais desafiador, mas não se deixe abater se essa for sua escolha e necessidade. Além de poder voltar a se sentir produtiva, a mãe verá sua criança mais feliz por poder brincar o dia todo, fazer amizades e estar descobrindo e aprendendo muitas coisas novas.

Leia também: Valores: por que é importante que a escola dos meus filhos tenha os mesmos valores que eu?

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